Comece pelo orçamento, não pelo bem

O caminho mais seguro é definir quanto cabe na parcela antes de escolher o imóvel ou o carro. Uma referência prudente é manter o conjunto das dívidas dentro de um limite confortável da renda líquida, preservando reserva de emergência.

O efeito da entrada

Quanto maior a entrada, menor o valor financiado, menor a parcela e menor o custo total com juros. A entrada também costuma melhorar a análise de crédito e as condições oferecidas.

O efeito do prazo

Prazos longos reduzem a parcela e aumentam o custo total. Prazos curtos fazem o contrário. Uma boa simulação testa pelo menos três cenários de prazo.

Olhe o CET: o Custo Efetivo Total reúne juros, tarifas, seguros e tributos. É ele, e não só a taxa mensal, que permite comparar propostas.

Checklist da simulação realista

  • Renda líquida estável, não a renda bruta ocasional.
  • Parcela somada às demais dívidas.
  • Custos de aquisição: impostos, cartório, transferência e seguros.
  • Custos recorrentes: IPTU, condomínio, IPVA, manutenção.
  • Reserva de emergência preservada após a entrada.

Simule mais de uma modalidade

Comparar financiamento e consórcio na mesma planilha mostra o trade-off entre ter o bem hoje e pagar menos no total. Veja o comparativo em consórcio ou financiamento.

Fontes consultadas: Banco Central do Brasil — informações sobre crédito e cidadania financeira. Taxas, prazos e aprovação dependem de análise da instituição.